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Esclarecendo e criticando. O papa chegou!

Primeiramente, peço desculpas pelo sumiço. Estou no meio de alguns estudos e trabalhos acadêmicos. Venho hoje comentar um ponto específico: o dia de ontem, a chegada do papa. E já começo alfinetando a prefeitura!
O papa está dizendo que vem para ficar próximo, que quer sentir o calor do público, que quer tocar no povo. Será que ninguém pensou que ele queria ir do aeroporto para o centro de carro? Essa prefeitura é tão ruim, que no atual Rio até o papa fica engarrafado, e a prefeitura diz que não foi avisada do caminho, precisa ser avisada pra pensar miseramente um pouco?
Eduardo Paes, eu queria saber o que se passa hoje na cabeça, não na tua, mas na de quem votou em você! O cara deve se lamentar todo dia!
Nesse dia de noticiário cheio, onde todos viram comentaristas de facebook, vi a seguinte pérola: “Nossa! Legal tocarem o hino do Vaticano, lugar onde ele vive!”.  Vamos lá, o Papa ele tem diversas funções, diversos cargos, além de líder máximo da Igreja Católica, e um desses é de Chefe de Estado do Vaticano. Sim, Vaticano é um país! E sim, o Chicão é Chefe de Estado igual a Dilma!
Aproveitando que hoje é sobre o papa, vejo religiosos relacionando o nome Francisco com São Francisco de Assis. O Papa é jesuíta, seu nome é uma homenagem a São Francisco Xavier. E para finalizar, está rodando um vídeo no facebook e serei polêmico sobre o mesmo. Neste vídeo as pessoas postam e comentam: “Dilma sendo ignorada pelo Joaquim Barbosa”, não, ela NÃO foi ignorada pelo Joaquim Barbosa. Quem estava acompanhando ao vivo percebeu que a autoridade subia as escadas, ela anunciava ao Papa quem era, e o Papa apertava a mão da autoridade. Andam reclamando constantemente da Globo, como manipuladora, e não quero defender, mas postando esse vídeo cortado e maldoso, você está fazendo o MESMO.
Antes de encerrar, gostaria de lembrar que não sou católico e não sou defensor da Dilma, voto em outro partido, no PSOL. Meu objetivo aqui foi criticar alguns fatos e esclarecer outros.
Thales Nunes

O ultrapassar do limite: o que você não leu sobre as manifestações

As manifestações, assunto de meu último texto, começaram de forma incrível: um objetivo bem delineado, tinha um foco. Elas cresceram e se tornaram algo que vamos discutir hoje, de forma bem simples.
   Após a euforia de ter visto o povo na rua, comecei a me preocupar com a proibição das bandeiras políticas. Todos que me conhecem sabem que tenho enorme proximidade com um partido político, o PSOL. Mas esse não foi o motivo para minha preocupação. O primeiro motivo é a contradição ideológica: diversos cartazes pedindo democracia e ao mesmo tempo a proibição das bandeiras partidárias em um país onde sua política funciona de forma partidária. Isso me deixou muito confuso, e desta confusão surgiu minha segunda preocupação: a má intenção na utilização política desse manifesto, com essa “limpeza” partidária. Voltarei nesse ponto em breve no texto.
    Após essas duas preocupações, como um historiador que sou, fui buscar pontos concretos que me fizessem ter certeza em relação a elas. No período pré-ditadura ocorreram manifestações muito próximas a essas e, para minha surpresa, encontrei fotos de cartazes com a frase “O gigante acordou” e li em alguns momentos “o Brasil é meu partido”. Nesse momento, minha primeira preocupação uniu-se com minha segunda preocupação e se tornou uma preocupação central.
   Esses dias, o site do Partido Militar Brasileiro, partido que já está bem encaminhado em relação às assinaturas para sua legitimidade, divulgou que está em busca de seu candidato a presidência e, para, novamente, minha surpresa, diversos nomes que se encontram na boca do povo, como o ministro Joaquim Barbosa. Isso já comprova uma movimentação concreta dos militares, e não há como não comparar com 1964.
   Outro ponto importantíssimo, ligado à minha segunda preocupação no início, é a utilização de partidos de direita, que em minha opinião, não participariam do manifesto, e dessa extrema direita, com os militares, do movimento com fotos e imagens, em suas propagandas. O Movimento sem as bandeiras políticas perde uma identidade ideológica. Não mudo minha opinião, o movimento não deve ser liderado por um partido político, mas a não presença deles resulta nessa falta de identidade, ou seja, qualquer um pode se utilizar das imagens. E mais uma vez seria impossível não fazer ligações, em um movimento que não permitem as bandeiras políticas, chamam de apartidarismo, mas na verdade é anti-partidarismo, e mandam o povo ir de branco, bandeira nacional, isso é preocupante.
   Ah, em falar sobre bandeira nacional, trazemos também o cantar do hino nacional repetitivamente, usando trechos do hino como lemas para o movimento. Esse exagerado nacionalismo, também era marca em 1964.
   Ainda queria falar minha péssima visão sobre Anonymous e a bendita máscara da moda, mas deixarei para uma próxima. Consegui pontuar o que desejava e espero que deste texto nasça boas discussões entre os leitores.

 Thales Nunes

“Hipocrisia, eu tenho uma pra viver…”

Jornal Nacional tem seu início e o âncora diz:
– Revolução está mais intensa na região do Egito.
E a madame responde:
– Não vejo isso no Brasil!
No dia seguinte:
– No sul do país, povo vai à rua e passagem é reduzida.
E a senhora novamente comenta:
– Não vejo isso no Rio.
No terceiro dia:
– Povo carioca vai à rua lutar pela passagem, polícia reage com violência.
A senhora se atrasa voltando de seu trabalho e comenta:
– Esse bando de jovem vagabundo! “Me atrasei” toda! Perdi minha novela!

Esse é o cenário. A oposição no Brasil, no Rio de Janeiro, principalmente, NUNCA serve! Nosso Rio está vendido, está caro, está péssimo para o povo carioca!

A passagem está 2,95 com ônibus imundos, não houve aumento no número de carros, ou seja, continua o povo estagiando para ser sardinha.

O Maracanã, um marco da democracia do Rio de Janeiro, como já postei em textos para outros blogs, privatizado. O pobre não pode ir mais ao Maracanã. O pobre é afastado dos centros de “interesse” do Governo. O Rio passa por uma higienização social. O Rio está extremamente inviável para sua população, o Rio está sendo “limpo” para os turistas.

Peço lucidez, peço razão, peço paixão pelo nosso município e estado.

O Rio é nosso, o “Maraca” é nosso!

Thales Nunes

 

 

A #Rede Furada

Desde que lançaram o “novo partido da Marina”, como é chamado pela imprensa, me mantive quieto sobre. Porém um dia desses sofri da “síndrome do curioso” e fui saber um pouco mais. Achei em vídeo a reunião do partido em Brasília, onde discutiram o que o partido defende, entre outros assuntos. Surpreendi-me negativamente!
Primeiramente, como pode um partido não ser “nem situação, nem oposição”? Bem, Marina disse isso, ou seja, posso entender que o partido flutuará na política nacional de acordo com seus interesses? Complicado, né? Outro fator que me chama muita atenção é na mesma bancada, de um lado da Marina, Heloisa Helena, uma figura forte no âmbito esquerdista na nossa política nos últimos anos, e de outro lado, um dos fundadores do PSDB. Vocês entenderam?
Marina disse que seu partido é moderno, está modernizando a política nacional. Será? Eu vejo mais um partido indo para o rumo da maioria, sem identidade, sem ideologia. Marina que já passou por PT, por PV, funda seu novo partido, e acredito que mais do que buscar um ideal político, ela quer ser presidente. Quer mais um cargo do que uma ideologia. Parece que ser presidente, para ela, virou obsessão!
Cuidado, Marina! Se por um acaso você chegar lá, teu partido tem de tudo e no final sobrará para você. Será mais um a chegar ao poder e fazer agrados em vez de agradar.
E possivelmente teu sonho será tão furado quanto a tua #Rede.

Thales Nunes

O Faraônico Boni

Oi 🙂

Gente, o segundo post do blog é o início da coluna semanal do meu amigo Thales Nunes. Gente boa, formado em história e pós-graduando em História do Brasil e nasceu no mundo do samba. Toda terça ele vai dividir com vocês as constatações brilhantes dele. Sempre cornetando, claro!

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Antes de começar, gostaria de agradecer o espaço cedido! Aqui vou falar de tudo, política, história e principalmente cultura. Sou formado em História e pós-graduando em História do Brasil. Então comecemos os trabalhos.

Sou bastante presente no carnaval carioca, fui coordenador de harmonia na Unidos de Vila Isabel, nos carnavais 2012 e 2013, e harmonia na Estácio de Sá, 2013. Nunca fui hipócrita de dizer as tradicionais frases “Beija-Flor só ganha roubado”, “Beija-Flor compra carnaval”, pelo contrário, acho uma escola tradicional, com uma comunidade fortíssima, quase uma empresa, uma máquina de fazer carnaval, grande organização, ou seja, tenho um respeito grandíssimo. Porém tudo tem limites, o enredo é Boni ou a história da comunicação?!

A sinopse do enredo inicia falando sobre a evolução da espécie humana, após isso temos a escrita cuneiforme, os Fenícios, a Babilônia, o Egito, a China, os deuses da arte, novas tecnologias, e no final aparece o Boni. E sua vida? Sua caminhada? O enredo é o Boni? Tem certeza? Não entendi de verdade, acredito que nesse momento que entra aquela famosa frase “Beija-Flor e suas viagens!”.

Segue a sinopse da Beija-Flor para 2014.

Boa noite!

O plantão do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis informa: está começando agora a apresentação do projeto de carnaval para 2014.Saindo do caos da evolução da espécie humana, quando o novo ser decide se agrupar, surge a grande necessidade de se comunicar. 

O desafio está lançado, e o gênio Sumério se destaca. A escrita é cuneiforme, para harmonizar a lendária Torre. A fonética, com os Fenícios, traz o som e dá corpo novo à linguagem, começando a grande saga da comunicação: ideogramas e hieróglifos materializam as ideias, que em todos os cantos da Terra se identificam. Na Babilônia, sinais no céu; em tribos distantes, sinais de fumaça; mais adiante, aves como correios; na Índia, folhas de bananeira; no Egito, a nobreza do papiro e, finalmente na China, a invenção do papel.

A comunicação em xeque; a importante contribuição de civilizações antigas; a inspiração e a influência dos deuses das artes e da comunicação; o desdobramento da revolução tecnológica, o fomento da tecnologia da informação e a chegada dos chamados Tempos Modernos; a história e a relevância de diferentes meios de comunicação: telefone, imprensa, rádio, cinema, televisão, publicidade, propaganda e internet; a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho; sua origem espanhola e suas principais paixões: gastronomia, medicina e carnaval; o mago Boni, expert em multimídia e referência em alto padrão de qualidade.

Que babado é esse na folia?
No carnaval, o barracão é uma fábrica de sonhos, a Passarela do Samba é o picadeiro de um grande circo à céu aberto, e o desfile na Marquês de Sapucaí é uma janela para o mundo inteiro, em tempo real.
Luz, câmera, ação!
Está no ar O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira!